No outro dia a minha mulher chegou ao pé de mim e disse-me: “Amor, vai à farmácia e traz-me um medicamento para as minhas dores de cabeça!”.
Como o Palhacito não é pau-mandado e na altura até estava ocupado a fazer algo tão másculo como é perder uma hora a abrir um berbequim só para depois perder mais duas a fechá-lo outra vez, disse-lhe que não podia…
Ela replicou, num tom muito dela, de quem está habituada a respeitar e mostrar reverência ao marido: “Então dá-me as chaves do carro, que eu própria lá vou, seu inútil!”.
Uma vez que ultimamente as dores de cabeça até lhe têm dado noite-sim-noite-sim, ela pediu com bons modos, e ainda tinha o olho semicerrado devido a um soco que ela me tinha dado da última vez que lhe tinha dado uma nega, eu lá resolver ceder e deixá-la levar o carro…
Hoje muito arrependido estou:


